sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Seu Gregório Lobo

De 1914 a 1918, enquanto a guerra estourava lá fora. Explosões e balas pra cá, sangue e morte pra lá. Aqui, no país dos tupiniquins, enfiado em algum canto dessas terras, Gregório Lobo dormia. Não digo que dormiu os quatro anos seguidos, claro, mas boa parte. Veja, se uma pessoa normal dorme em média um terço de sua vida, isso em quatro anos dá: 48 divididos por três é igual a 16, ou seja, um ano e quatro meses. Já Seu Gregório dormiu praticamente o dobro! Sim, o dobro.

Sua rotina era a seguinte: acordava perto das onze, almoçava, dava comida pras poucas galinhas que tinha, pegava uns ovos, fazia um omelete, montava um cigarrinho de palha e ia dormir.

Chegou a morar na cidade grande durante esses anos também. Sua rotina mudou drásticamente, para Seu Gregório, o fim: acordava perto das dez e meia! - por causa do apito de uma fábrica próxima. Almoçava, dava comida pras poucas galinhas que tinha no quintal minúsculo daquele moquiço, pegava uns ovos, fazia dois omeletes - pois agora tinha mais fome -, montava dois cigarrinhos de palha, por causa do estresse, e ia dormir.

Em 1918 a guerra acabou. Era um "forfé" pra cá e pra lá. E do mundo agora, o que seria? Qual o futuro do capitalismo? Haverá um dia paz entre os povos? E então, Gregório Lobo acordou. Um pouco mais tarde - alegria! Ao meio-dia.

1 comentários:

kaká disse...

rsrs semelhanças com o jeca tatu do monteiro lobato ne?

eu queria ficar satosfeita sendo assim; mas nao tenho essa sorte!