Sei que ninguém pediu minha opinião, mas nas próximas linhas vou escrever o que acho daquilo que vem sendo chamado (e não de hoje) de guerra Globo X Record. Em primeiro lugar, não gosto da Globo nem da Record, por mim, as duas que se explodam. Segundo, que as duas representam respectivamente as Igrejas Católica e Universal, e nenhuma delas também me agrada. O problema aqui não é espiritual ou Deus ou deuses ou entidades, não sou cheio de fé nem ateu, sou um agnóstico muito feliz. O negócio aqui é o negócio mesmo.
A Globo acusa a Record de mil e uma tramoias, mas se esquece também de que cresceu com dinheiro sujo. Dúvidas? Google it! E a Record não pode se achar no direito de fazer o mesmo. A emissora do Sr. Bispo não cresceu através de orações, fato, mas através do dízimo que, infelizmente, alguém inventou de colocar na Bíblia. Vide Igreja Católica durante a Idade Média, só para ilustrar. E, pelo que se percebe por aí, para muitos, o que está na Bíblia é fato. As pessoas se esquecem de que quem escreveu a Bíblia foram os homens, e todos concordamos que o ser humano é imperfeito por natureza. E mesmo que Deus exista e os homens que escreveram a Bíblia tiveram verdadeiramente uma revelação espiritual, ainda assim, foram eles que a escreveram. Já vi cientistas da USP (esclarecidos?) proferindo a incrível frase: "Deus disse isso e isso, está na Bíblia!", acreditam?
E o que está dito acima serve para qualquer extremista religioso, é claro.
Não acredito em instituições, na Globo ou na Record, no tal Bispo ou no Pe. Marcelo. Fiz catequese e já frequentei terreiros, e hoje sou um incrédulo feliz que encontrou a paz. Todos nós temos de acreditar em algo, é óbvio. Minha fé está no ceticismo e na ilusão de que tenho o poder de direcionar a minha vida e tomar conta de mim mesmo, enquanto outras pessoas acreditam que ovnis as salvarão ou que Jesus ressuscitará. Ou seja, somos todos loucos no mesmo patamar, cada um depositando sua loucura aqui, ali e alhures.
E tudo isso, meus senhores e senhoras, não justifica o castigo eterno de ter de assistir a esses infernais canais de televisão. Felizmente, recebi a "dádiva divina vinda de Deus como uma bênção" de não ter mais televisão na pensão onde moro. Caros amigos, estou há oito meses sem assistir à televisão, apenas nos fins de semana quando vou para casa da família ou assisto a um filme. Acreditem, ficar longe do Belzebu (antenas que parecem chifres e olhos que brilham à noite, além daquela luz vermelha do stand by) foi a melhor coisa que Vossa Santidade o Elvis ou o Magnum ET Luutvus do alinhamento Júpiter-Alpha-Marte fez por mim.